Empresário cria serviço para troca de brinquedos usados

By | 20 Março, 2017

Quase toda família com criança em casa convive uma grande quantidade de brinquedos. Novos, velhos, caros ou baratos, o destino de muitos brinquedos acaba sendo o mesmo: ser jogado em algum baú para acumular pó.

Daniel Pinho, fundador da Brincou Trocou (Foto: Divulgação)

Daniel Pinho, fundador da Brincou Trocou (Foto: Divulgação)

Para tentar mudar o futuro destes brinquedos, a startup Brincou Trocou nasceu em outubro de 2015. A empresa tem como missão permitir a troca de brinquedos em todo Brasil. A ideia da startup, por meio de um sistema de moedas fictícias de prata e ouro, é oferecer um modelo que dê mais liberdade ao cliente.

“Nas minhas pesquisas, eu vi que já existem alguns grupos de Facebook que fazem esse serviço. Mas eles exigem uma troca perfeita: a criança tem que escolher o brinquedo que ela quer e também precisa ter um brinquedo que interesse à outra pessoa”, salientou Daniel Pinho, carioca de 36 anos, formado em engenharia eletrônica e fundador da startup.

A ideia surgiu quando Pinho percebeu a quantidade de brinquedos que seus sobrinhos e seu afilhado ganham e o quão rápido eles são deixados de lado. Com a ideia em mãos, ele utilizou seu conhecimento em programação para estruturar o site e começar a atuar.

Pinho estima que precisou desembolsar em torno de R$ 5 mil para criar a empresa. A Brincou Trocou, em um ano e meio de atividade, realizou 213 trocas. Eles têm outros 374 brinquedos cadastrados e 7200 usuários na plataforma.

Como funciona
O modelo da Brincou Trocou funciona da seguinte forma: o interessado em trocar um brinquedo entra no site, cadastra o seu perfil e o brinquedo que quer trocar. Depois disso, ele pode escolher um brinquedo que lhe interesse, pagar o frete e pronto, só precisa aguardar. O dono do brinquedo receberá um código dos Correios e só precisará levar o item até uma agência e apresentar o código para efetuar o envio, sem custos para ele.

Cada brinquedo tem um valor estipulado em moedas de prata e de ouro. A primeira corresponde ao valor determinado por quem cadastrou o brinquedo e o segundo ao valor do frete. O cliente precisa ter a quantidade correspondente de moedas de prata e ouro para possibilitar a transação.

As moedas de ouro precisam ser compradas pelo site. Porém, as moedas de prata podem ser conseguidas de outras maneiras, além da simples compra: o cliente, ao cadastrar um brinquedo para troca no site, receberá 10 moedas de prata. A cada curtida que este brinquedo receber, renderá mais uma moeda de prata. E se alguém comprar o seu item, o usuário recebe o valor correspondente em moedas de prata.

A startup fechou um contrato com os Correios que permite enviar os brinquedos com o frete mais barato. E é nesse ponto que a Brincou Trocou fatura. O cliente paga o valor do frete comum e o desconto negociado pela startup vira o faturamento da empresa.

Atualmente, todo o dinheiro da empresa é revertido em marketing digital e Pinho espera faturar em torno de R$ 20 mil em 2017.

O fundador tem levado uma “jornada dupla” de trabalho. Ele segue atuando em sua área de origem, uma consultoria onde trabalha há 7 anos. “Eu conto com a compreensão da minha esposa. Preciso usar as noites e finais de semana para resolver as coisas na Brincou Trocou”, afirma.

Os principais desafios enfrentados pelo carioca são em relação ao valor para enviar os brinquedos. “Se o artigo for muito barato e o frete muito caro, a troca acaba ficando inviável. Com isso, brinquedos muito simples acabam tendo pouco giro”, completa. Pinho trabalha para que os clientes tenham o mínimo de trabalho na hora de uma transação.

Fonte: http://revistapegn.globo.com

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